Dia Mundial da Criança

Aproveite este dia e solte a criança que existe dentro de si…. Brinque, salte e aproveite este dia maravilhoso junto dos que ama!

The Other Side,

DB

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Astrologia

Alguém estaria interessado em saber o seu mapa astral? ter resposta a algum dilema?

Pois bem, tudo isso é possível!! Quem tiver interesse comente que entrarei em contacto. Preços a acordar mediante de cada caso.

The Other Side,

DB

Como Cuidar de um Aquário

Os peixes, famosas criaturas de guelras dentro de um aquário onde pensa que não irá ter muito trabalho. Pois bem venha então conferir algumas dicas para lhe poder facilitar o trabalho.

Olhar para os peixes dentro do aquário é tarefa fácil, mas só irá conseguir se estiver limpo caso contrário ainda ficará é nervoso.

Por isso mesmo, veja passo a passo como deve proceder na hora de limpar a casa do seu peixinho.

Com a ajuda de uma rede, transfira os peixes para um recipiente limpo com água.

Não use produtos de limpeza, pois são nocivos para os animal

Limpe cuidadosamente as paredes do aquário com uma esponja suave.

A limpeza do aquário pode ser feita pelo menos 2x por semana.

The Other Side,

DB


Cleópatra, a Verdadeira Lenda do Egipto!

Cleópatra, seduziu Júlio César e Marco António, onde ganhou fama de mulher sensual. Na verdade o único objetivo foi salvar a independência do Egipto e o seu próprio poder.

Mulher fatal, o que se conhece está mais baseado no mito do que propriamente em fatos históricos. Poucos sabem é que ela foi a última representante de uma dinastia. O mito criado a volta de Cleópatra começou em vida quando foi vítima da guerra iniciada por Octávio.

Ultimamente, esta imagem tem sido revista e Cleópatra aparece como uma figura activa no jogo político, cuja principal intenção foi evitar o desaparecimento do Egipto como Estado independente, no processo histórico que via a ascensão de Roma a capital de um império que acabou por engolir todas as nações do Mediterrâneo. O que podemos afinal concluir com toda a certeza de descrições tão opostas entre si?

The Other Side,

DB

Conto – A Doença Negra

Avó! – chamou o menino, assustado.

Que foi, Rodrigo? – inquiriu a senhora, enrolando-se no xaile
vermelho que tinha comprado há uns dias.

Não consigo decidir o que fazer avó. A mãe faz anos na
próxima semana, e tenho dinheiro guardado para lhe comprar uma
prenda. Mas agora apercebi-me que tenho dinheiro para comprar
aquele carro com comando que sempre quis. – Rodrigo caiu em
cima do sofá, de expressão carrancuda e triste. – Não sei o que
faça. Eu quero muito o carro, mas queria muito dar a prenda à mãe.
A Avó já conhecia este lado indeciso do neto. Sabia que podia
ajudá-lo, mas simplesmente dizer-lhe que devia fazer isto ou aquilo
não seria realmente ajudá-lo a perceber o que realmente poderia
fazer com o dinheiro. Ajeitou os óculos, empurrando-os mais para
cima da cana do nariz, sentou-se ao lado do neto, e começou a
falar.

Bem, tens aí um grande dilema. Recordo-me de alguém que
passou por algo semelhante, e é incrível o que lhe aconteceu após
ter tomado uma decisão.
Rodrigo espevitou os olhos e focou-os naquela figura materna
tão calorosa e cheia de carinho.

O que aconteceu avó?

Foi já há muito tempo. No tempo das coroas e dos tronos.
Quando a vida era mais calma, mas ao mesmo tempo, mais
complicada.

Há mais tempo do que posso garantir-te, existiu um rei
poderoso, conhecido no seu Reino por ser assertivo, mas amistoso
e misericordioso. Durante os primeiros vinte anos do seu reinado,
tudo prosperava, e todos os residentes do reino e aldeias
circundantes rejubilavam em dias de ouro e cheios de benefícios e
abundância.

A certa altura, soube-se que a Rainha adoecera. Na verdade,
contraíra uma doença grave, uma fase negra para a mulher do Rei,
esse que deambulava pelos corredores do castelo, desesperado
por uma cura que nem os melhores curandeiros do reino
conseguiam gerar. Durante dois meses, ninguém sabia o que
poderia acontecer ou como poderiam chegar a uma cura para a
amada Rainha.
Numa jornada em busca de riquezas e território, a escolta do
Rei perdeu-se temporariamente num pântano. Por duas noites, não
encontraram saída, e decidiram descansar por fim, no final do
terceiro dia, num pequeno bocado de terra seca. Nessa noite, o Rei
foi acordado por um som estridente, seguido de uma pequena luz
que se abatia na sua direcção. Da mesma, uma voz se ouviu com
uma simples frase; “A cura está no Templo das Montanhas”.
O Rei acordou na manhã seguinte, confiante de que o seu
caminho o levaria à cura da sua Rainha. Juntou todos os membros
da sua escolta e depressa encontraram a saída do pântano.
Regressaram ao castelo, onde planearam a demanda pelo remédio
da Doença Negra da Rainha.


Uma semana depois, o Rei partiu do seu castelo, junto com os
seus melhores cavaleiros, entre eles, o seu filho mais velho. O seu
cavalo branco tinha energia, foi precisamente escolhido entre os
melhores cavalos do estaleiro, e tinha certeza que depressa
chegaria ao Templo das Montanhas.
Três dias depois do inicio da viagem, a escolta parou por
momentos, para garantir o tratamento e alimentação dos animais. O
Rei, ainda confiante, sentou-se por baixo da sombra de um
carvalho, e respirou fundo, pensando apenas na forma de encontrar
a cura para a sua amada mulher.
De repente, acordou sobressaltado, só ai apercebendo-se de
que tinha adormecido, ao ouvir o som de unhas a esgravatar
madeira. Virou o corpo para se deparar com um homem, de aspecto
sujo e descuidado, a esfregar as mãos na madeira do tronco da
árvore, por trás da mesma. Entretanto, questionou o mendigo.

Quem és?

Ninguém – respondeu o vagabundo

És alguém… Quero saber quem!
O mendigo endireitou-se, e tornou a repetir:

Ninguém!
O Rei, considerando a atitude do homem uma afronta,
levantou-se em intenções de batalha. Enquanto desembainhava a
espada, ouve-se a voz do homem:

Eu sou a tua alternativa! Procuras um remédio para a tua
rainha. Pois talvez eu possa ajudar.
O Rei parou, focou o homem, analisou-lhe o aspeto e riu.

Nunca um vagabundo como tu teria uma resposta à altura das
minhas necessidades. De fato és ninguém. E um louco.
Virou costas, encarando o seu cavalo branco.

Ouve-me então! – Ripostou o mendigo. – Para cada obra um
sacrifício. Veremos quantos estarás disposto a cometer!
O Rei ignorou-o! Seguiu viagem, rumo ao Templo das
Montanhas.
No dia seguinte, na encosta das rochas a sua escolta parou.
Um estranho som provinha do fundo daquele caminho. Depressa se
percebeu serem ladrões. Gritavam e corriam como loucos.
Empunhavam espadas de prata, de anteriores saques, e armaduras
demasiado grandes para os seus corpos. Em pouco tempo, tinham
a escolta circundada. Um a um, os soldados do rei foram
derrotados. O Rei empunhava bravamente a espada, matando
cinco deles e afugentou o resto, que agora juntavam à sua colecção
os mantimentos da escolta.
Restava apenas o Rei e o seu filho. Estes, que de luto ficaram
pelos seus soldados, prosseguiram caminho. Após mais três dias
de jornada, por fim chegaram ao Templo das Montanhas.
Dentro do templo, tudo parecia calmo. Sem sons, um ambiente
quente mas estranho. Percorreram os corredores ornamentados por
desenhos de ouro e detalhes de prata, até chegarem ao altar onde
se recostava o feiticeiro do templo.

O Rei, sentindo-se estranho com o ambiente inquieto ao seu
redor, ainda que tudo parecesse calmo, questionava-se se deveria
ou não falar. Foi por isso ultrapassado pelo filho, que elevou a voz:

Procuramos a cura para a doença negra. Viemos a saber que
seria aqui que a encontraríamos.
O feiticeiro, até então de olhos fechados, abriu os olhos,
enviesou um sorriso e levantou-se.

Para a cura, uma guerra.
A sua sombra alargou-se por todo o altar, e o até então
iluminado espaço tornou-se escuro como breu e o pavor instalou-se
no local. Em movimentos ágeis e precisos, o feiticeiro lutava contra
o filho do rei e fazia mira ao rei com os seus ataques de fogo e as
suas investidas.
O filho com a sua espada tentava derrotar o mago, mas de
repente as suas mãos libertam-se do peso da lâmina, que já voava
para trás de si, e atravessou-lhe o corpo. O filho do rei caiu de
joelhos e antes de se deitar no chão com o seu último suspiro foi
mandado pelo feiticeiro para fora do templo, para o abismo das
Montanhas.
Depois desta vitória, encarou o rei, já ferido e fraco, deitado no
chão com a sua espada na mão. O feiticeiro falou novamente:

A cura não é para todos. E por vezes está onde menos
esperamos. Aqui não a encontras. E daqui também não sais.
Numa última investida, o feiticeiro debruçou-se sobre o rei,
pronto a mata-lo. Num grande esforço o rei embainhou a espada e
o feiticeiro caiu sobre ela. A morte foi instantânea e de seguida o
feiticeiro desapareceu.
Abandonado à sua sorte, o Rei arrastou-se até ao altar. Por
cima do mesmo, avista um frasco de líquido verde. Tinha a
impressão de não o ter visto quando ali chegou, mas aquele tinha
inscrito no vidro a palavra “vida”. Por isso agarrou, convencido que
o curava, e bebeu o conteúdo. Em segundos desmaiou.
Acordou num prado verde que reconheceu ser os jardins do
seu Reino. Levantou-se, e o seu instinto foi ir ter ao quarto da sua amada.

Quando lá chegou não a viu e temeu o pior. Percorreu os
corredores do castelo até chegar ao trono, onde viu a sua Rainha.
Estava bem, bela, jovem. Correu para a abraçar. Enquanto se
aproximava notou-lhe as lágrimas no seu rosto. Não eram de
alegria. E por fim percebeu, quando o seu corpo atravessou o dela.
Estava morto. Era um espírito que deambulava pelo seu reino.
Parou, reflectiu, apercebeu-se do mendigo que espreitava por um
dos pilares da sala do trono.
“Para cada obra, um sacrifício!”
Para a vida da sua amada Rainha, a sua vida em troca

Percebes-te Rodrigo? – perguntou a avó.

Sim avó! Para fazermos umas coisas, por vezes temos que
sacrificar outras.

Exato! Mas se eu fosse a ti comprava a prenda à tua mãe.
Quem sabe se depois tens uma surpresa.
O Rodrigo sorriu, calçou os ténis, deu um beijo a avó e saiu
disparado de casa.
A Avó sorriu e levantou-se. Percorreu o corredor da casa, até
chegar a cómoda do seu quarto, e abriu a primeira gaveta. De lá
tirou a fotografia do seu marido. Aquele que tanto amara e que
garantiu que vivia, dando a sua vida em troca dela. A Avó sorriu e
esperava que um dia o neto percebesse quem era o rei.

Aconchegue-se e aproveite um momento de pausa para ler este pequeno conto de minha autoria.

The Other Side,

DB